Cristais                
CRISTAIS



Hino à Cristais    
     

Letra: José Maia da Silva

Música: Maria de Lourdes Matoso / João Alexandrino dos       Santos

 

Cristais bela pedra preciosa
incrustada nos Campos das Vertentes
és primeira na terra da Alterosa
e a que tem o mais belo sol poente

Sou brasileiro, na guerra e na paz
sou mineiro nascido em Cristais

Avante, meu Brasil, muito feliz
caminha com você Minas Gerais
ninguém segura meu grande país
ninguém segura esta bela Cristais

Tua juventude é sadia
a cultura é tua bela espada
glorifica teu nome todo o dia
e te faz conhecida e mais amada

O teu povo de tudo é mais capaz
livre e forte, gentil hospitaleiro
e esses filhos felizes são na paz
nascem em Minas e são brasileiros.



 POESIAS EM HOMENAGEM A CRISTAIS

cristaispanor

 

Olhos de Cristais

Bernardo Santos


Aos cristalenses

 

O horizonte surge em céu iluminado,

ao ver tudo, as estrelas.

Ao longe avista-se a cidade.

A estrada corta os campos

e desintegra-se na colina, ao alto.

Como menino medroso

olhando em volta com cuidado,

sinto um forte pulsar, um calor;

assustado, não me controlo

não entendo o que acontece.

Renasce assim, do obscuro,

do triste, seco e duro

o cenário do topo

o morro, a montanha

a paisagem tamanha

pequena imensidão.

Nas Minas Gerais fecunda-se,

cresce e reproduz

seus frutos miúdos, graúdos.

Em área demarcada

a poeira levanta

vermelha, pura em seu pó,

que da terra busca o vento

sem sentido distante a seguir.

Cinco horas da manhã acorda

para as dez da noite dormir.

De cabeça erguida e com coragem

segue o povo pra diante a vida enfrentar.

Vai ser bom trem! – Que beleza de vida!

Em zona urbana tranqüila se encontra,

enquanto na rural sob sol ou água da chuva,

o talento da arte a plantar

o alimento distinto a colher.

Em voz suave e comovida

o turista faz elogios e compreende

que mineiro não brinca em serviço.

O fim de semana é controlado;

no centro a musica a bailar

ao som do disc-jóquei tocando,

em lanchonetes novos encontros.

Na roça em prosa e verso

a sanfona anima o arrasta-pé.

Com dois goles, queimando a garganta

a pinga “Loirinha” desce saciando

a vontade de beber.

Nos ninhos, pássaros a cantar

seus filhotes a desenvolver,

o gado no laço a render

o leite, o vaqueiro a tirar.

A história conta muito pouco sua origem;

em casas antigas, de portas abertas

e gente boa, uai...

Um é compadre do outro

amigos, sem interesses

pessoas não materialistas

portadoras de um grande espírito.

Cristais bela pedra preciosa

que aos olhos da alma

brilha a reflexão da razão de ser.

No “Aterro”, água cristalina

corpo de menina

banhando-se ao prazer da natureza.

Figura em seu núcleo

o filho de puro sangue

derramado em emoção,

que na vida

criou o poeta

em verde olhar, a liberdade

que reluz de ouro, a verdade

e a vontade de dizer:

Que meus olhos são de Cristais

do amor, a felicidade

num azul de sinceridade

desta digna construção

que me inspirou a cidade;

A POESIA DA RENASCENÇA!



 Acróstico

Guilherme Reis

Cristais berço tão sagrado,
Resistência do meu amor,
Imortal torrão amado,
Saciável é teu ardor.
Tens no teu seio o carinho,
Agasalho dos meus pais,
Indelével lar e ninho:
Suave terra de Cristais. 
                                                                                     


 
 

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