Natureza morta

 
 

Eu não me encontro

pois estou perdida

em meio ao caminho

contemplando a mata

respirando o ar

abraçando o céu

onde brilha o sol

e os pássaros cantam

flutuando nas nuvens

pisando na terra;

terra do solo

onde fecunda a semente.

Há de existir

lágrimas para derramar

o derradeiro de meu corpo

que despedaça

por entre os espinhos.

Ah! Dá-me uma vontade de chorar,

gritar socorro

e correr do mundo.

Ah! Se eu pudesse voar,

minhas asas levar-me-iam

ao encontro da liberdade

e eu voltaria a viver

com o mesmo sorriso de antes.

E então, eu

natureza morta

na fraude da colina

procuraria-me

sem pouso e descanso

até encontrar

a minha extrema beleza

que anda perdida

e quem sabe nas fronteiras da calma

libertaria-me das garras do homem!

 
 
 

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